sexta-feira, 6 de setembro de 2013

18 - Ellen White e A Chuva de Meteoros

     “Em 1833... apareceu o último dos sinais prometidos pelo Salvador como indícios de seu segundo advento. Disse Jesus: estrelas cairão do céu (S. Mateus 24:29). E S. João, no apocalipse declarou, ao contemplar em visão as cenas que deveriam anunciar o dia de Deus: E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, Abalada por um vento forte (Apocalipse 6:13). Esta profecia teve notável e impressionante cumprimento na grande chuva meteórica de 13 de novembro de 1833". ( EG White; O Futuro Decifrado; Ed. Verdade Presente; 32º Ed. Itaquaquecetuba – SP – pág. 36). 

     Aqui percebemos como a profetisa adventista se preocupava em fazer uma cronologia de eventos e acontecimentos que se encaixasse na pseudoprofecia de 22 de outubro de 1844 - dia marcado pelos Adventistas para a volta de Cristo. Ela citou um evento isolado e o usou para florear a doutrina do suposto advento, que mais tarde passou a se chamar de "Juízo Investigativo", onde Jesus teria saído do "santo lugar" e entrado no "santíssimo" (referindo-se ao Templo judaico). Até hoje esse evento é amplamente difundido em seus livros tentando mostrar que aquele engano teve fundamentação bíblica. 

     Numa carta ao "Planetário e Escola Municipal de Astrofísica" de São Paulo sobre o fato descrito pela Sra. White surpreende pela resposta. De acordo com o Planetário esse evento ocorreu realmente. Entretanto é um evento astronômico cíclico, ou seja, ocorre com essa intensidade de 33 em 33 anos, leia um pedaço da carta.

     "...Apesar de a Leonídea (chuva de meteoro) ocorrer anualmente, em intervalos de 33 anos, aproximadamente, as chuvas são mais intensas, fato vinculado ao cometa com a qual os Leonídeos estão associados: O Tempel (1866), cujo período orbital é de 32,2 anos”. 

     O Evento também não serve como - "sinais eminentes da volta de Cristo”, pois há registros desse acontecimento desde o ano 902 d.C. Podemos afirmar que assim como o cometa de Halley não é um evento apocalíptico, também a chuva de meteoros não é.

     O que percebemos é que os Adventistas queriam mistificar o dia 22/10/1844, sendo que o evento de 1833 se encaixava bem na ideia da volta de Jesus Cristo em 1844. Só que a Sra. White só não imaginava que num futuro próximo a sua teoria a colocaria como uma falsa profetisa. Como vemos é muito pouco correto os cálculos e profecias da Sra. White, pena que os adventistas estejam fundamentados em tão pobre alicerce!

     "Essa chuva de meteoros, que ocorre entre 13 e 18 de novembro, com um pico máximo nas noites de 17 e 18 do mesmo mês, tem produzido algumas das mais intensas manifestações desse fenômeno na história. Geralmente exibe uma taxa horária de dez meteoros, mas a cada 33 anos aproximadamente acontece um aumento de atividade extraordinário, no qual podem ser vistos centenas ou até milhares de meteoros por hora. O último surto aconteceu entre 1998 e 2002. As noites de pico que ocorreram em 1833, uma das mais marcantes da história, não só marcam a descoberta da origem das chuvas de meteoros mas também o nascimento da astronomia de meteoros, pois foi descoberta a periodicidade desse fenômeno. A chuva está associada com o cometa 55P/Tempel–Tuttle, com período também de aproximadamente 33 anos.25".

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