18 - Ellen White e A Chuva de Meteoros
“Em 1833... apareceu o último dos sinais prometidos pelo Salvador como
indícios de seu segundo advento. Disse Jesus: estrelas cairão do céu (S.
Mateus 24:29). E S. João, no apocalipse declarou, ao contemplar em
visão as cenas que deveriam anunciar o dia de Deus: E as estrelas do céu
caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos
verdes, Abalada por um vento forte (Apocalipse 6:13). Esta profecia teve
notável e impressionante cumprimento na grande chuva meteórica de 13 de
novembro de 1833". ( EG White; O Futuro Decifrado; Ed. Verdade
Presente; 32º Ed. Itaquaquecetuba – SP – pág. 36).
Aqui
percebemos como a profetisa adventista se preocupava em fazer uma
cronologia de eventos e acontecimentos que se encaixasse na
pseudoprofecia de 22 de outubro de 1844 -
dia marcado pelos Adventistas para a volta de Cristo. Ela citou um
evento isolado e o usou para florear a doutrina do suposto advento, que
mais tarde passou a se chamar de "Juízo Investigativo", onde Jesus teria
saído do "santo lugar" e entrado no "santíssimo" (referindo-se ao
Templo judaico). Até hoje esse evento é amplamente difundido em seus
livros tentando mostrar que aquele engano teve fundamentação bíblica.
Numa carta ao "Planetário e Escola Municipal de Astrofísica" de São
Paulo sobre o fato descrito pela Sra. White surpreende pela resposta. De
acordo com o Planetário esse evento ocorreu realmente. Entretanto é um
evento astronômico cíclico, ou seja, ocorre com essa intensidade de 33
em 33 anos, leia um pedaço da carta.
"...Apesar de a Leonídea
(chuva de meteoro) ocorrer anualmente, em intervalos de 33 anos,
aproximadamente, as chuvas são mais intensas, fato vinculado ao cometa
com a qual os Leonídeos estão associados: O Tempel (1866), cujo período
orbital é de 32,2 anos”.
O Evento também não serve como -
"sinais eminentes da volta de Cristo”, pois há registros desse
acontecimento desde o ano 902 d.C. Podemos afirmar que assim como o
cometa de Halley não é um evento apocalíptico, também a chuva de
meteoros não é.
O que percebemos é que os Adventistas queriam
mistificar o dia 22/10/1844, sendo que o evento de 1833 se encaixava bem
na ideia da volta de Jesus Cristo em 1844. Só que a Sra. White só não
imaginava que num futuro próximo a sua teoria a colocaria como uma falsa
profetisa. Como vemos é muito pouco correto os cálculos e profecias da
Sra. White, pena que os adventistas estejam fundamentados em tão pobre
alicerce!

"Essa
chuva de meteoros, que ocorre entre 13 e 18 de novembro, com um pico
máximo nas noites de 17 e 18 do mesmo mês, tem produzido algumas das
mais intensas manifestações desse fenômeno na história. Geralmente exibe
uma taxa horária de dez meteoros, mas a cada 33 anos aproximadamente
acontece um aumento de atividade extraordinário, no qual podem ser
vistos centenas ou até milhares de meteoros por hora. O último surto
aconteceu entre 1998 e 2002. As noites de pico que ocorreram em 1833,
uma das mais marcantes da história, não só marcam a descoberta da origem
das chuvas de meteoros mas também o nascimento da astronomia de
meteoros, pois foi descoberta a periodicidade desse fenômeno. A chuva
está associada com o cometa 55P/Tempel–Tuttle, com período também de
aproximadamente 33 anos.25".
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