quinta-feira, 22 de agosto de 2013

9 - O Nascimento do João Lucas

Minha esposa grávida
     Passados um ano e meio de casados, a minha esposa Ana Lúcia mudou completamente de humor, do nada começava a chorar ao mesmo tempo em que implicava por tudo. Eu como nunca havia passado por esta experiência ficava sem entender o que estava acontecendo, mas logo apareceram alguns outros sinais. Lembro que certa vez estávamos indo visitar o avô dela em Porto Alegre, e estávamos sentados no fundo do ônibus, quando o ônibus parou em uma parada e ela disse: “Que cheiro de cachaça!”, e eu perguntei: “Aonde cheiro?” e ela: “Do cara que está subindo no ônibus!”. Naquele momento vi que tinha algo de diferente nela, foi quando disse pra Ana fazer um exame o qual não deu outra ela estava grávida! A gestação foi tranquila até que no sexto mês ela teve que ficar de repouso, pois teve contrações antes do tempo. 

     Chegando mais perto da data lembro que estava tudo certo, o parto deveria ser de cesariana pela posição do bebê, e estava marcado para o dia 20 de julho de 2008. Acontece que a bolsa rompeu no dia 19 de julho de 2008 num sábado pela manhã, deste modo fomos para o hospital. Chegando lá às 8 horas da manhã pensei: no máximo em uma hora meu filho terá nascido, deu tudo certo até aqui e com certeza Deus irá nos abençoar, mesmo que o médico o qual havíamos marcado não poderia realizar o parto, Deus nos acompanharia. Acontece que o médico plantonista disse que o parto teria que ser normal visto que o bebê tinha caído na posição pra nascer, e eu argumentei com ele que não era possível, pois ele poderia estar virado, mas não estava encaixado pra nascer, sem contar que a Ana não tinha dilatação suficiente para o tal. 

João Lucas 21 Dias
     Tentaram induzir o parto natural a todo custo, o tempo passava e eu cada vez mais nervoso, pois meu filho poderia ser enforcado com o cordão umbilical, ou acabar o liquido amniótico e nascer a seco, ou poderiam forçar a passagem dele o deixando alguns segundos sem ar causando alguma doença grave nele. Foi aí que irritado com a situação, depois de ter orado e nada fazia o meu filho nascer, eu tomei uma atitude. Invadi a maternidade do hospital e fui até a sala dos médicos, encontrei o médico tomando um café, bem tranquilo enquanto a minha mulher estava á quase 8 horas em trabalho de parto. “Chutei o balde”, disse a ele que se caso o meu filho nascesse com qualquer problema por negligência dele eu o infernizaria pelo resto da minha vida, que qualquer leigo sabe que não adianta o bebê estar virado na posição de nascimento, que ele precisa estar encaixado e ele precisa empurrar os ossos da mãe a fim de nascer, e isso não tinha acontecido. Eu exigia providencia naquele exato momento. Foi então que em meia hora o meu filho, João Lucas, nasceu. 

     Jamais me esquecerei daquele primeiro olhar pra mim, simplesmente uma sensação que só quem é pai ou mãe terá, algo impagável. Aprendi uma lição neste dia: “Independente do que você acredite as coisas só acontecem se você agir.”

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